Retalhos de uma Manta Inacabada

Sou uma manta, cuidadosamente, tecida com os mais puros retalhos de seda selvagem e burel, cujas cores o tempo se encarregou de avivar ou desmaiar. Nela vão resistindo pequenos retalhos do bibe de xadrez com que brincava no jardim encantado do sonho. Num dos lados, repousam enormes retalhos de todos aqueles que já partiram, mas que conservarei para sempre no meu coração. No outro lado, estão todos aqueles que ainda posso tocar e amar.

Nome:
Localização: Aveiro, Portugal

Eternamente crisálida...

segunda-feira, agosto 06, 2007

Chegaste...


Chegaste e eu não te vi!

Trazias nos pés almofadados a ilusão de uma noite de luar.

Nos braços…o aconchego estranho de um mistério secular… onde te escondias.

Deste-me a mão e trilhámos prados envolventes do calor da noite silenciosa e…negra como breu.

Era longa a jornada e, na luz das estrelas, fomos bebendo o néctar que alimentava e dourava os nossos sorrisos.

Pouco a pouco, os teus dedos deslaçados, deixaram-me perder nos meus pensamentos de mágoa…sempre iguais.

Já não sinto o teu calor…enredo-me nesta noite ainda mais opaca do mistério e sinto que é a hora de partir.

Parti… e não me viste!

Maria Rosmaninho

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