Retalhos de uma Manta Inacabada

Sou uma manta, cuidadosamente, tecida com os mais puros retalhos de seda selvagem e burel, cujas cores o tempo se encarregou de avivar ou desmaiar. Nela vão resistindo pequenos retalhos do bibe de xadrez com que brincava no jardim encantado do sonho. Num dos lados, repousam enormes retalhos de todos aqueles que já partiram, mas que conservarei para sempre no meu coração. No outro lado, estão todos aqueles que ainda posso tocar e amar.

Nome:
Localização: Aveiro, Portugal

Eternamente crisálida...

sábado, junho 16, 2007

Porque há silêncios…




Há silêncios que nos ferem… como se tivessem garras.
Silêncios impregnados num som que já não se escuta.
De uma presença que já não se sente.
Silêncios rodeados de interrogações…mudas!
Há silêncios tão espessos como breu.
Silêncios mudos em noites pintadas com cores de ilusão.

Mas no meio do silêncio, um coro de imagens se levanta…
Apreensivo…criativo… interrogativo…silencioso…
Porque há silêncios… que permanecem!

Maria Rosmaninho

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