Retalhos de uma Manta Inacabada

Sou uma manta, cuidadosamente, tecida com os mais puros retalhos de seda selvagem e burel, cujas cores o tempo se encarregou de avivar ou desmaiar. Nela vão resistindo pequenos retalhos do bibe de xadrez com que brincava no jardim encantado do sonho. Num dos lados, repousam enormes retalhos de todos aqueles que já partiram, mas que conservarei para sempre no meu coração. No outro lado, estão todos aqueles que ainda posso tocar e amar.

Nome:
Localização: Aveiro, Portugal

Eternamente crisálida...

quarta-feira, setembro 12, 2007

Noite...


Sonhei que um dia o sol raiava… era uma noite negra de Inverno, igual a tantas outras.

Abri as janelas do meu peito e olhei o mundo lá fora.

Por entre as sombras dos tempos de outrora, sempre colados a mim, mirei…

Teias de aranha turvavam-me a visão… eram amarras que me prendiam nesse sonho solar.

Contemplei os lagos da ilusão, brilhantes nessa noite solar… eram espelhos turvados pela sombra do meu olhar

Olhei mais além… aves esvoaçavam num voo breve e sempre igual… eram sonhos cerceados pelo cansaço de esperar.

Amordacei esse olhar!

E, na escuridão do Inverno da minha alma, pus-me a pensar…

Era mais uma noite sem luar!

Maria Rosmaninho

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Sim, por vezes não há luar.

Bem Hajas, amiga

Ginja

18 setembro, 2007 17:56  
Anonymous Maria said...

Olá amiga.
Teus textos encantos de ver,em poesia maior.
Tens um miminho no meu blog.
Beijo no sorriso ;)
Maria

04 outubro, 2007 00:00  

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