Retalhos de uma Manta Inacabada

Sou uma manta, cuidadosamente, tecida com os mais puros retalhos de seda selvagem e burel, cujas cores o tempo se encarregou de avivar ou desmaiar. Nela vão resistindo pequenos retalhos do bibe de xadrez com que brincava no jardim encantado do sonho. Num dos lados, repousam enormes retalhos de todos aqueles que já partiram, mas que conservarei para sempre no meu coração. No outro lado, estão todos aqueles que ainda posso tocar e amar.

Nome:
Localização: Aveiro, Portugal

Eternamente crisálida...

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Gotas de Orvalho...



Pérolas de orvalho gotejando de uma alma sedenta de luz...

Folhas despidas de uma vida esvoaçante nas asas do vento...

Brincos pendentes de um sonho esfumado em noite de estrelas...

Raízes de vida estendidas na seiva transparente de um olhar penetrante...

Sonhos espelhados em gotas deslizantes na tua pele sedosa e morna...

Lágrimas cadentes no brilho de um olhar espelhado nas águas de um mar...sonhado!


Maria Rosmaninho

6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Maria Rosmaninho
Quem bom voltar a ler textos seus sempre tão delicados e melodiosos.
Um abraço.

Carlos

06 janeiro, 2007 16:43  
Blogger Menina_marota said...

Gostei de ter passado por aqui...vou voltar.
Muito bonitos os textos que já li.

Um abraço e BOM 2007 ;)

08 janeiro, 2007 01:06  
Anonymous Anónimo said...

Gosto sempre ( e muito) do perfume dos teus textos.
São muito femininos e muito delicados.

Mas Rosmaninho, dá-lhes "mais vida", mais cor, mais alegria.
És uma mulher que está SEMPRE de bem com a vida.
Mostra-o miuda!!!
Alecrim

09 janeiro, 2007 14:47  
Anonymous Anónimo said...

Rosmaninho

Vim visitar-te. Adocicas-me a alma, lendo-te...
Ainda bem que ficou o teu Blog...

Aprendi tanta coisa neste ano que passou, em especial o sentido da palavra "preserverança"...

Continua escrevendo, a mim faz-me bem.
Mando-te um verso de Maria Petronilho, que define por vezes o que sinto:


"Tu sabes lá..."


O que é ser-se
uma mulher solitária!

Ter tanta coisa a dizer
e ninguém para escutar!

O corpo e a alma a tremer
e ninguém nos encontrar!

Andar às cegas na luz
e ver bem na escuridão!

Até um olhar se agradece,
até nos enleva um sorriso!

Não é a solidão que dói,
que a solidão não existe!

É bom falar com si mesma,
a solidão não é triste!


É um vazio qualquer,
uma cadeira a sobrar,
uma ânsia de pedir
com vergonha de aceitar!


Beijinho doce

Helena ( Ginjinha)

09 janeiro, 2007 23:37  
Anonymous Anónimo said...

Num canal do suez te aguardo...para contigo ao mar vermelho chegar.

17 janeiro, 2007 15:41  
Blogger António said...

Xiiiiiii...
E o blog já tem quasi um ano de vida.
Como o tempo passa!!!!

Beijinhos

20 janeiro, 2007 22:50  

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